Caridade cristã: “Fique tranquilo, amigo, é só o Papa”.
Posted by Eric Martini in Catolicismo, Notícia on 30/04/2010
Por João Pereira Coutinho- Publicado na Folha de São Paulo.
É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir.
Existe neste mundo um tema que é polêmica garantida: o papa. Na semana passada, num jantar, descobri o fenômeno e testemunhei uma violência inesperada. Alguém falou da visita de Bento XVI a Portugal no próximo mês. Houve indignações e desmaios à mesa. Como explicar estas reações hormonais que me espantam e divertem?
Bento XVI não é um papa qualquer, admito. Se tivesse nascido num país do Terceiro Mundo; se viesse da ala esquerda da igreja; se promovesse os temas progressistas do momento (preservativo, ordenação de mulheres, fim do celibato), talvez as reações não fossem tão extremas.
Acontece que Joseph Ratzinger é alemão. É um respeitado intelectual europeu, mesmo por pensadores seculares (como Habermas). E, em matéria de ortodoxia, foi o presidente da Congregação para a Doutrina da Fé, órgão máximo do Vaticano que defende e promove a doutrina da igreja, antes de chegar à cadeira pontifical. Será preciso dizer mais?
Alguns críticos lembram ainda os “abusos sexuais” que assolaram a instituição. Lamento desapontá-los.
A hostilidade a este papa já existia antes dos abusos. Sobreviverá a eles. Até porque os abusos existem em todas as denominações religiosas e ninguém fala do assunto. A hostilidade só tem um sentido. Um curioso sentido.
Digo “curioso” pelo motivo mais prosaico: a Igreja Católica fala para o seu rebanho. E, ao contrário de outros movimentos religiosos extremistas, não está interessada em submeter os infiéis pela força da espada. Roma evangeliza quem se deseja evangelizar.
E mesmo a sua doutrina sexual, que tanto encarniça os espíritos sofisticados, é um exemplo de modernidade e até de tolerância quando a comparamos com preceitos de outros credos. Condenar a camisinha é uma coisa. Outra, bem pior, é condenar a camisinha, apedrejar mulheres adúlteras ou enforcar homossexuais ladinos. Como sucede noutras latitudes.
Mas o circo não para. No Reino Unido, o Ministério de Relações Exteriores viu-se obrigado a pedir desculpas ao Vaticano. Conta o “Sunday Telegraph” que funcionários da instituição, instados a sugerir ideias para a visita do papa ao país (em setembro), propuseram em memorando interno uma linha de camisinhas com a marca Ratzinger; a abertura de uma clínica antiaborto; e, fatal como o destino, uma bênção papal de um casamento gay. O Vaticano pondera agora cancelar a visita.
E se assim foi na Grã-Bretanha, assim será em Portugal: informa a imprensa lusa que o papa não terá descanso quando aterrar em Lisboa. Por onde passar, existirão manifestações contra Bento XVI, e grupos de jovens a distribuir preservativos e folhetins científicos sobre o perigo da AIDS.
Que dizer destes atos? Descontando a natureza infantil dessa gente, que estranhamente ainda não abandonou a idiotia própria da adolescência, o que existe nesses atos é uma paradoxal e assaz bizarra submissão à autoridade da igreja. Explico. Para um não católico, a igreja será apenas uma instituição entre várias, que legitimamente fala para quem a quiser ouvir. Um não católico não lhe reconhece autoridade especial; e não perde um minuto do seu precioso e laico tempo a tentar corrigir uma instituição a que não pertence.
E, em matéria sexual, estamos conversados: o que a igreja diz sobre a conduta privada dos seres humanos terá para um não católico a mesma importância que as recomendações da religião islâmica, ou judaica, ou hindu. Importância nenhuma.
É por isso paradoxal e bizarro o comportamento das patrulhas anticatólicas, que revelam ser o contrário daquilo que professam. Elas dizem-se “libertas” da influência apostólica romana. Mas, por palavras ou atos, limitam-se a manifestar uma obsessão com o papa que nem o mais católico dos católicos consegue exibir. Elas querem “resgatar” a sociedade da influência nociva da igreja. Mas são elas próprias que ainda se sentem “sequestradas” por uma instituição à qual reconhecem total ascendência sobre as suas vidas. As patrulhas, sem o papa, simplesmente não conseguiriam viver.
Por isso proponho: por cada camisinha distribuída durante as andanças de Bento XVI, alguém deveria dar um abraço compassivo aos fanáticos, aliviando o sofrimento deles e deixando uma palavra de conforto. “Fica tranquilo, rapaz; é só o papa.” A caridade cristã existe para estes momentos.
Cantar o Amor
Posted by Eric Martini in Coluna on 29/04/2010
Amados irmãos do Ministério de Música e Artes, eis o nosso chamado: Cantar o Amor! É um grande privilégio e uma grande responsabilidade: deixar o Amor fazer da nossa voz a Voz de Deus. Fazer da nossa arte expressão pura e intensa desse amor. Cantar o Amor de Deus e cantar o Deus que é Amor.
Erguer nossas vozes e cantar, louvar de coração sincero, clamar com humildade, buscar a canção que brota do seio da unção, ministrar com real desejo de deixar o próprio Deus usar nossa voz. E nos manter fiéis à esse propósito. Já dizia o poeta “Quem faz da sua voz a voz de Deus não deve desviar”.
Nosso povo, nossas famílias precisam do Amor de Deus. Nós precisamos do amor de Deus. Vivemos cercados de tribulações. O inimigo ruge à nossa volta. Precisamos buscar e apresentar esse Amor. Ele cura, liberta, restaura, consola, traz a paz, a felicidade, fortalece, nos faz desejar o céu. Só o Amor nos completa.
Mesmo nas canções mais “batidas” dos nossos grupos de oração, mesmo que você já tenha cantado mais de mil vezes aquela canção, é preciso deixar Deus fazer o novo naquilo que já sabemos fazer. Deixar com que Deus nos mostre que cada momento é único, porque cada momento deixando a nossa voz ser a Voz de Deus é realmente único. Sejamos sensíveis à ação de Deus em nossa arte. Cantemos o Amor!
Eric Martini
Padre Paulo Ricardo e o PNDH (programa nacional de direitos humanos)
Posted by Eric Martini in Catolicismo, Pregação on 16/03/2010
Clique abaixo para assistir os vídeos do Padre Paulo Ricardo sobre o Programa Nacional de Direitos Humanos do PT.
Aborto: ”Questão de saúde pública?” Descriminalizar é solução ou permissão “legal” para matar?
Posted by Eric Martini in Coluna on 04/01/2010
É recorrente o argumento de que é preciso encontrar solução para o aborto, porque se trata de uma questão de saúde pública.
Não penso, entretanto, que a solução possa estar na chamada descriminalização, pois isso só faria agravar o problema, como vem ocorrendo em outros países.
Diz o Ministério da Saúde que acontecem no Brasil entre 1 e 1,5 milhão de abortos por ano. Escapa-me como pode ser feita essa estatística, tratando-se de prática clandestina, mas tomemos a afirmativa como verdadeira.
Uma prática que ceifa 1,5 milhão de vidas por ano é, certamente, grande problema de saúde pública. Nenhuma doença tem números tão altos. No Brasil e no mundo, o aborto é hoje a maior causa mortis. Não entra nas estatísticas, já que a criança não nascida não é registrada, não tem nome nem atestado de óbito, mas a falta de registro não muda o fato de que ela viveu – por maior ou menor tempo – e morreu, deixando uma história gravada na memória de seus pais e de outras pessoas. Essas existências truncadas trazem grande ônus social, ao qual pouca atenção se presta.
O aborto também traz grandes males, físicos e psíquicos, para a mulher que aborta. Permitam-me uma comparação um pouco chocante, mas ilustrativa. Dados os males provocados pelo fumo, em alguns lugares proíbe-se fumar. Há quem concorde e quem discorde, quem obedeça ou desobedeça. O pulmão do fumante, entretanto, não distingue entre o cigarro legal e o ilegal.
No caso do aborto, a legalização evitaria algumas complicações decorrentes das condições da prática clandestina.
Entretanto, os principais efeitos nocivos do aborto continuariam a ocorrer, como se pode demonstrar com os dados obtidos em países nos quais a prática não é considerada crime na legislação vigente.
Nesse caso não se trata de suposições e extrapolações, mas de estudos científicos publicados em revistas médicas.
Nos Estados Unidos, mulheres que se submeteram ao aborto provocado apresentam, em relação às que nunca fizeram um aborto: 250% mais necessidade de hospitalização psiquiátrica; 138% a mais de quadros depressivos; 60% a mais quadros de estresse pós-trauma; sete vezes mais tendências suicidas; 30 a 50% mais quadros de disfunção sexual.
Além disso, entre as mulheres que fizeram um aborto, 25% exigem acompanhamento psiquiátrico em longo prazo.
Em dezembro do ano passado o British Journal of Psichiatry publicou pesquisas realizadas na Nova Zelândia, que mostraram existir 30% mais problemas mentais em mulheres que fizeram aborto induzido.
O coordenador do trabalho, dr. David Fergusson, admite que era favorável ao aborto por livre escolha, mas que estava repensando a sua posição em função dos resultados obtidos.
Outro dado preocupante é que a legalização acaba por aumentar significativamente o número de abortos. A Espanha traz-nos um exemplo expressivo.
Em 2008, o editorial do jornal El País comentou que há na Espanha “demasiados abortos”. Entre 1997 e 2007, o número de abortos mais que dobrou. Entre 2006 e 2007, houve incremento de 10%. Além disso, uma em cada três mulheres que abortaram em 2007 já haviam abortado anteriormente, uma ou mais vezes. Isso demonstra a banalização da prática. El País comenta que o aborto é “percebido por muitos jovens como um método anticoncepcional de emergência, quando é uma intervenção agressiva que pode deixar sequelas físicas e psicológicas”.
Sobre as sequelas psicológicas, já comentei acima. Sobre as físicas, há estudos que mostram maior risco de doenças circulatórias, doenças cérebro-vasculares, complicações hepáticas e câncer de mama. A gravidez posterior também fica comprometida, com maior incidência de placenta prévia, parto prematuro, aborto espontâneo e esterilidade permanente.
A solução não está em facilitar o aborto, legalizando-o, mas, pelo contrário, em inibi-lo. Manter a legislação vigente, acabar com a impunidade das clínicas e da venda clandestina de abortivos e, principalmente, fazer um trabalho educativo de valorização da vida.
LENISE GARCIA: DOUTORA EM MICROBILOGIA , PROFESSORA DO DEPARTAMENTO DE BIOLOGIA CELULAR DA UNB, PRESIDENTE DO MOVIMENTO NACIONAL DA CIDADE PELA VIDA.
* Post extraído do excelente Blog Carmadélio.
Momento mágico
Posted by Eric Martini in Diversos on 29/12/2009
Interessante constatar que determinados momentos de nossas vidas são mágicos. São presentes que o próprio Senhor nos oferece por alguma razão que confesso ainda desconhecer. E é igualmente interessante perceber que não nos damos conta da “magia” desses momentos até que ele se acabe. Sobra então uma saudade imensa, uma nostalgia profunda de um momento que acabamos de viver, e que sabemos que não se repetirá, ainda que nos esforcemos para reconstruir aquela sensação, aquele momento.
Vivi algo assim neste último fim de semana. Era para ser apenas mais um evento em que eu teria o prazer de tocar. Um evento importantíssimo, sem dúvida alguma, mas apenas mais um momento dentre vários outros eventos importantíssimos com os quais já tive a felicidade e a oportunidade de fazer parte. Mas foi além. Muito além. Não sei sequer explicar o porquê ele se tornou tão diferenciado em minha memória e em meu coração. Mas o fato é que esse evento passará a fazer parte da minha história. Da minha biografia. Talvez, em minha velhice, eu faça questão de contar essa história para meus filhos e netos. Com aquela satisfação que somente quem viveu sabe trazer.
O evento em questão foi a ordenação diaconal e presbiteral dos Padres Adriano, Elilzo e Alex, e dos Diáconos Fábio e Ernildo, que aconteceu no último domingo, dia 27 de dezembro deste ano. Como eu disse acima, não foi o primeiro evento desse tipo em que participei. Já tive a honra de tocar em diversas ordenações, pela Graça de Deus. Tive a felicidade de tocar nas ordenações de grandes Padres, e de grandes amigos também. É sempre um momento de grande satisfação poder fazer parte da história de tantos homens Santos. Mas, voltando ao fim de semana passado, algo foi diferente em meu interior. Deus fez algo em mim. E tenho a certeza de que fez algo em todos os outros irmãos que participaram daquele ministério de música.
Foram muitas as dificuldades nos ensaios. Muitas. Mas, ao fim de tudo, perceber que cada um deu 100% de si mesmo para fazer a vontade de Deus acontecer, e perceber que fizemos parte de algo especial, único, que não foi assim tecnicamente tão perfeito, mas que foi o melhor que cada um pode oferecer, é extremamente gratificante. E meu coração sonhará e lembrará de cada momento, de cada um do ministério com saudade, com amor. Foi mágico. Foi Santo. Foi um pedaço do céu em nossas vidas.
Post originalmente publicado em meu blog pessoal.
Buscai primeiro o Reino de Deus
Posted by Eric Martini in Grupo de Oração, Pregação on 07/12/2009

O mundo nos apresenta muitas dificuldades, nossa vida é repleta de situações onde somos tentados a nos revoltar, a nos esquecer da ação de Deus em nossas vidas. Mas o próprio Senhor nos recorda a importância de buscar primeiro as coisas do alto, e que tudo o mais nos será dado por acréscimo.
Escute a pregação da Carminda, e beba dessa água viva.
Grupo Bom Jesus é notícia
Posted by Eric Martini in Notícia on 30/11/2009
O site da RCC Cuiabá fez uma pequena notícia falando do nosso Grupo de Oração, e ficamos muito felizes com a lembrança (e a divulgação). Um grande obrigado à equipe do Ministério de Comunicação Social da Renovação Carismática de Cuiabá.
A notícia pode ser lida aqui: http://www.rcccuiaba.com.br/noticias/noticia.asp?cod=67
E tomamos a liberdade de transcrevê-la aqui:
Grupo de Oração Bom Jesus é transmitido ao vivo pela net
Há alguns meses acontece toda quinta-feira às 19h30 na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá o grupo de oração Bom Jesus. Ele iniciou suas reuniões há poucos meses e já colhe bons frutos com a crescente participação de pessoas que trabalham nestas proximidades, e outras que participam das missas na Catedral.
Neste mês de novembro de 2009 o grupo de oração iniciou a transmissão das pregações pela internet, no site www.gobomjesus.com.br assim você pode ouvir as pregações do grupo pelo site.
E aqui fica o convite para você ouvi as pregações pelo site www.gobomjesus.com.br.
A história da nossa vida, em quadrinhos
Posted by Eric Martini in Diversos on 30/11/2009
A cura pelo perdão
Posted by Eric Martini in Grupo de Oração, Pregação on 27/11/2009

Ontem o Senhor nos presenteou com o Seu Amor através do perdão. O tempo do perdão chegou!
Escute a pregação feita pelo Pedro e pelo José Alexandre, membros do nosso Grupo de Oração. Baixe, distribua, divulgue. Não deixe a Graça de Deus passar!
Nossa Missão: Evangelizar!
Posted by Eric Martini in Grupo de Oração, Pregação on 24/11/2009

O grupo de quinta-feira passada foi muito bom. Não foi realizado na Igreja, mas sim no auditório do segundo andar, devido à uma importante limpeza no teto interno da Catedral. Mas foi muito bom. Tivemos a presença do nosso Coordenador Estadual do Ministério da Pregação, o José Rosa, da Fraternidade Cristo Servo, que nos trouxe uma Missão através da Palavra: EVANGELIZAR.
Clique abaixo para ouvir ou baixar.
Pregação do dia 19/11/2009



